Manifestantes da UNE recebem Condoleezza Rice em Brasília

Secretária de Estado dos EUA chega ao Planalto, onde se encontra com o presidente Lula e o chanceler Amorim

TÂNIA MONTEIRO, Agencia Estado

13 de março de 2008 | 12h32

A secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, chegou nesta quinta-feira, 13, ao Palácio do Planalto. Rice irá se encontrar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na parte frontal ao Palácio, um pequeno grupo de manifestantes da União Nacional dos Estudantes (UNE) exibe uma faixa com os seguintes dizeres: "Um trilhão de dólares para a guerra. Nenhum centavo para a paz. Fora Condoleezza Rice do Brasil".   A agenda entre os dois países está dividida em assuntos de consulta em alto nível, como a discussão sobre a reforma do Conselho de Segurança da ONU, e questões diplomáticas de rotina, como o acerto de ponteiros para a reunião de segunda-feira da Organização dos Estados Americanos (OEA), em Washington, onde o organismo tentará pôr um ponto final na crise envolvendo Equador, Colômbia e o grupo guerrilheiro Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).   Às 12h45, no Itamaraty, está prevista uma entrevista coletiva da secretária, que almoça no Itamaraty e às 14 horas embarca para Salvador, onde visitará o Pelourinho em companhia do ministro da Cultura, Gilberto Gil.   O chanceler Celso Amorim e a secretária de Estado americana tratarão ainda da instabilidade política e social no Timor Leste, da situação no Haiti, da cooperação trilateral (Brasil, EUA e Guiné-Bissau; Brasil, EUA e São Tomé e Príncipe), além de trocar informações sobre as viagens que os dois, separadamente, fizeram no mês passado por vários países do Oriente Médio.   As duas viagens foram feitas após a Conferência de Annapolis (EUA), em novembro, quando o governo Bush patrocinou uma reunião entre israelenses, palestinos, representantes de grandes potências e de vários países árabes para discutir o futuro do Oriente Médio. O Brasil foi um dos países que participaram do encontro de Annapolis, no qual palestinos e israelenses concordaram em retomar as negociações de paz que estavam paralisadas.   A Missão da ONU para a Estabilização no Haiti (Minustah) foi criada pelo Conselho de Segurança em abril de 2004 e é comandada pelo Exército brasileiro. Os EUA querem que o País mantenha o comando e o maior número possível de soldados no Haiti por considerar que o mais crucial dos três objetivos, o de restabelecer minimamente a segurança e a ordem pública, está sendo alcançado. A avaliação é que a Minustah também garantiu o restabelecimento do diálogo político, mas o Haiti ainda está longe da reconstrução econômica e social desejada, o terceiro objetivo.

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