Manifestantes contrários à reforma da Previdência ocupam a entrada do ministério do Planejamento

Entre os grupos que fazem parte da manifestação estão representantes do MST; grupo afirma que cerca de 2 mil pessoas ocupam o edifício

Rachel Gamarski, O Estado de S.Paulo

05 de setembro de 2016 | 10h41

BRASÍLIA - Manifestantes contrários à Reforma da Previdência quebraram o vidro da porta principal do ministério do Planejamento e ocuparam a entrada do loal nesta segunda-feira, 5. Entre os grupos que fazem parte da manifestação estão representantes do Movimento Sem Terra (MST). O grupo afirma que cerca de 2 mil pessoas ocupam o edifício sede da pasta. A intenção, segundo eles, é permanecer no local até a próxima quarta-feira, 7. Com a ocupação, a entrada de funcionários no edifício sede da pasta está bloqueada.

Segundo o grupo, a ação faz parte da Jornada de Lutas Unitária dos Trabalhadores e Trabalhadoras e Povos do Campo, das Águas e das Florestas, organizada por movimentos sociais e sindicais, que acontece em todos os estados do País, com grande concentração em Brasília, entre os dias 5 a 7 de setembro.

O grupo chama ainda o governo do presidente Michel Temer de ilegítimo. "A questão agrária é a pauta principal da jornada, como a reivindicação de assentamento imediato das mais de 120 mil famílias acampadas em todo o País. A revogação da lei que permite a venda indiscriminada de terras para estrangeiros é outra pauta que ameaça a soberania nacional", afirma o grupo em nota.

Segundo eles, os movimentos sociais não aceitam a revogação desta lei. A defesa da produção de alimentos saudáveis e de políticas de transição para a agroeocologia são também alguns dos destaques da pauta de reivindicações. Eles pedem também o fortalecimento de programas estruturantes, assistência técnica e demais programas que garantem a produção da agricultura familiar e camponesa".

Inicialmente, a agenda do ministro interino do Planejamento, Dyogo Oliveira, prevê apenas despachos internos em seu gabinete. Ainda não há informações se o ministro irá alterar seus compromissos ou se irá atender representantes do movimento. 

Após uma sequência de ocupações, o Ministério da Fazenda instalou grades nas portas para evitar que manifestantes entrem no prédio sem autorização. 

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