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Manifestantes contra impeachment fazem vigília em Fortaleza

Um grupo promoveu a performance 'Cegos' na sexta-feira

Carmen Pompeu, especial ao Estado, O Estado de S. Paulo

16 de abril de 2016 | 09h12

Manifestantes contrários ao impeachment da presidente Dilma Rousseff fazem uma vigília, de sábado para domingo, nos jardins da reitoria da Universidade Federal do Ceará, no bairro de Fátima, em Fortaleza. A ideia é ficar até o fim da votação que acontece domingo à tarde na Câmara dos Deputados. Telões serão colocados no local para acompanhar o processo que acontece em Brasília.

Sexta-feira à noite, o grupo paulista Desvio Coletivo promoveu a performance "Cegos", na Praça Portugal, local onde tradicional vem ocorrendo as manifestações favoráveis ao impeachment na cidade. Trinta e cinco homens vestidos em ternos e gravatas, mulheres de tailleur, todos recobertos de lama e com uma bandeira brasileira a lhes cobrir os olhos, andavam lentamente, com panelas em uma das mãos e o outro braço em riste, repetindo o gesto em referência ao ditador Adolf Hitler.

A performance é inspirada no livro "Ensaio sobre a Cegueira", de José Saramago. "Tínhamos nos apresentado há dois meses em San José, na Costa Rica, e daqui vamos para Estocolmo, na Suécia. Em cada parte, reunimos elementos sobre uma cegueira da realidade do local. Dessa vez, não poderíamos nos abster de nos posicionarmos contra essa situação fascistoide que tem se apresentado no País", afirma Marcelo Denny, performer e criador da intervenção.

No final da tarde, outro grupo contrário ao impeachment ocupou com faixas e cartazes a frente do Theatro José de Alencar, no Centro Histórico. Pela manhã, integrantes do Movimento dos Sem Terra bloquearam um trecho da CE 060, em Quixeramobim, no sertão central cearense. O prefeito da cidade, Cirilo Pimenta (PDT) participou do ato.

 

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