Marcello Casal Jr|/gência Brasil
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Manifestante armado se recusa a deixar gramado em frente ao Congresso

Felipe Porto, líder de grupo que prega intervenção militar para deposição do governo, afirma que vai resistir se houver tentativa de retirar acampamento. 'Estamos armados e se houver isso vai ter uma carnificina aqui', diz.

CARLA ARAÚJO, O ESTADO DE S.PAULO

19 Novembro 2015 | 19h04

BRASÍLIA - Um dos líderes do acampamento que está em frente ao Congresso Nacional e que defende a deposição do governo e a "intervenção popular", Felipe Porto, afirmou nesta quinta-feira, 19, que não há chances de que o movimento deixe o local de forma pacífica. "Vamos resistir. Estamos armados e se houver isso (retirada) vai ter uma carnificina aqui", afirmou.

No gramado em frente ao Congresso há pelo menos quatro grupos distintos acampados, a maioria pedindo a saída da presidente Dilma Rousseff. O grupo a que Felipe pertence, denominado "Ocupa Brasília", é composto majoritariamente por ex-militares e ex-policiais. Por isso, afirmam, estão armados legalmente.

Não há reforço policial no momento. O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, reúne-se com os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), para tentar articular a retirada de todos os acampamentos.

Nessa quarta-feira, 18, foi registrado conflito na área entre membros do grupo de manifestantes militares e integrantes da Marcha das Mulheres Negras. Foram registrados tiros e dois manifestantes foram presos. 

Porto diz que o objetivo do grupo é fazer uma "deposição total dos Três Poderes". "Não defendemos a intervenção militar e sim a intervenção popular", afirmou. Questionado sobre como funcionaria essa deposição, Porto disse que com o apoio do Exército. 

O grupo de Porto é o mesmo responsável pela manifestação de domingo, dia 15 de novembro, para "defender a pátria". O protesto, entretanto, teve baixa adesão. Porto disse que apesar de poucos adeptos o grupo tem condições de "chamar reforço armado" caso haja confronto. "O cenário de guerra está armado", ameaçou.

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