Manifestações deixam rastro de destruição no Rio

Os estragos causados pela onda de protestos do Sete de Setembro ainda estavam visíveis nesta manhã de domingo, 8, pelo Rio. As manifestações, que se estenderam até o final da noite de sábado pela Lapa, deixaram um rastro de vidraças e portas de estabelecimentos quebradas nas ruas do bairro boêmio e também pelo Centro, Catete e Laranjeiras, palco de conflito entre manifestantes e policiais durante todo o feriado.

ANTONIO PITA, Agência Estado

08 de setembro de 2013 | 12h13

Houve depredação em pontos de ônibus, placas de sinalização, relógios, estruturas publicitárias, portas de bares e restaurantes e agências bancárias, que tiveram portas e vidraças destruídas também no Largo do Machado, Flamengo e Glória, por onde os manifestantes passaram em direção à Lapa no início da noite de sábado. Pela manhã, o trabalho era de limpeza e colocação de tapumes em substituição aos vidros estilhaçados.

Na sede da Sociedade Viva Cazuza, em Laranjeiras, os muros estampavam as marcas do confronto. Havia pichações com críticas à PM e símbolos anarquistas e também marcas de bombas de gás lacrimogêneo jogadas pelos policiais para dissipar um grupo de 500 manifestantes que protestava no Palácio Guanabara, sede do governo. As bombas atingiram o pátio da ONG, que atende crianças portadoras do vírus HIV - funcionários relataram que as crianças reclamaram de falta de ar à noite.

Responsável pela repressão aos manifestantes, o tenente-coronel Mauro Andrade, do Grupamento de Policiamento de Proximidade de Multidões, visitou a sede da ONG após o tumulto e admitiu a hipótese de falhas na operação. "Vamos procurar o lote da bomba e ver a qual unidade pertence", afirmou.

Uma estação de metrô e diversas ruas do bairro ficaram fechadas. Os manifestantes atearam fogo em lixos e quebraram agências bancárias. De acordo com a PM, 50 manifestantes foram detidos em Laranjeiras durante o confronto. Um deles por porte de arma. Após o confronto, os manifestantes se dispersaram pelas ruas da Zona Sul, seguindo em direção à Lapa, onde houve mais tumulto.

A situação só foi controlada por volta das 23 horas, quando o grupo de 200 manifestantes foi dispersado com bombas de gás disparadas pela polícia. As ruas Riachuelo e Mem de Sá, as mais movimentadas da região, foram fechadas. No local, se concentram os bares e restaurantes do bairro, que fecharam as portas. Segundo a PM, as bombas foram lançadas após manifestantes atiraram pedras contra a tropa.

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