Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Manifestação das centrais sindicais em BH reuniu 1,2 mil pessoas, diz PM

Dentre os participante havia até estudantes do Colégio Estadual Central, onde a presidente estudou quando era jovem

Leonardo Augusto, especial para O Estado, O Estado de S. Paulo

13 de março de 2015 | 17h50

Atualizado às 19h50

Belo Horizonte - Sob chuva em parte do percurso, cerca de 1,2 mil manifestantes, segundo a Polícia Militar, percorreram ruas da Região Central de Belo Horizonte nesta sexta-feira, 13, em protesto pela reforma política, contra a redução de direitos trabalhistas e em defesa da Petrobrás. A maior parte era formada por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), uma das entidades organizadoras da passeata. A Central Única dos Trabalhadores do estado (CUT-MG) também participou do planejamento da manifestação, que partiu da Praça Afonso Arinos e terminou na Praça Sete, tradicional ponto de protestos da capital.

Além de sindicalistas e integrantes do MST, participaram do ato o secretário de Estado de Direitos Humanos, Nilmário Miranda (PT), a deputada federal Jô Moraes (PC do B-MG) e a senadora Vanessa Grazziotin (PC do B-AM), que estava na capital para cumprir agenda relacionada às comemorações do Dia da Mulher, comemorado no último domingo. "Este é o verdadeiro ato contra a corrupção", afirmou a parlamentar, em discurso sobre um caminhão de som.

Já a presidente da CUT de Minas Gerais, Beatriz Cerqueira, disse que a "classe" é unida, diferente, de acordo com ela, dos manifestantes contrários a Dilma que até agora não sabiam onde ficavam as panelas de casa. Não há registro de confusão.

Mais cedo, por volta das 7h da manhã, cerca de mil integrantes do MST participaram de ato em frente à Refinaria Gabriel Passos, da Petrobrás, em Betim, na Grande Belo Horizonte. Sindicalistas também participaram, mas em número bem menor, da manifestação. O coordenador do Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais (Sindipetro-MG), Leopoldino Martins, afirma que a oposição ao governo Dilma Rousseff (PT) tenta destruir a estatal. "Corruptos têm que ser punidos, mas o setor petrolífero não pode ser prejudicado", disse. A manifestação aconteceu na troca de turno. Trabalhadores que chegavam eram obrigados a descer dos ônibus, mas não eram pressionados a participar do protesto.

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