Dida Sampaio/Estadão - 09.11.2013
Dida Sampaio/Estadão - 09.11.2013

'Manhã é de muito desânimo por aqui', diz o senador Álvaro Dias sobre o Senado

Em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicas , tucano afirmou que o que mais preocupa a população hoje é a falta de credibilidade do Poder Executivo e previu que a crise se agravará

Célia Froufe e Eduardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo

15 de dezembro de 2015 | 12h27

BRASÍLIA - Durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicas (CAE) do Senado nesta terça-feira, 15, o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) tomou a palavra para questionar o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, e aproveitou para comentar que o “burburinho” está menor do que o usual na CAE e que a “manhã é de muito desânimo por aqui”. Ele disse que o que mais preocupa a população hoje é a falta de credibilidade do Poder Executivo e previu que a crise se agravará. “O governo se apresenta com esse desânimo”, disse, apontando para Tombini, que já apresentou seu discurso.

Segundo o senador, com a sirene da polícia federal ecoando forte, o clima de tensão também deve ter alcançado o Senado. “Mas temos que cumprir tabela e fazer a nossa parte”, arrematou. Ele lembrou que nos últimos cinco anos as reiteradas promessas do BC de levar a inflação ao centro da meta não foram cumpridas. “O que nos fará acreditar agora sobre os próximos dois anos”, questionou? Ele disse que o tom é de respeito ao “técnico Tombini”, mas enfatizou que o presidente do BC representa um governo que está vivendo “esse inferno astral”.

Logo em seguida, a senadora Gleisi Hofmann (PT-PR) também tomou a palavra, dizendo que ia começar a falar usando um “chiste” com o colega do Paraná: “Talvez a oposição esteja desanimada porque não está conseguindo concretizar o golpe através do impeachment.” Gleisi comentou que as taxas de juros são elevadas no País há muitos anos e que alguns setores chegaram a aplaudir a elevação mais recente feita pelo BC. “Taxa de juros não é um problema atual”, argumentou.

O primeiro senador a fazer pergunta a Tombini foi Ricardo Ferraço (PMDB-ES). Ele pediu que o presidente do BC comentasse sobre o descasamento entre a política fiscal e a monetária. Solicitou também que Tombini comentasse sobre um projeto de lei que trata da concessão de crédito por órgãos que não precisam ter regulamentação do BC ou do Conselho Monetário Nacional (CMN).

O presidente em exercício da CAE, Raimundo Lira, determinou que a cada três senadores que falem, Tombini responda às perguntas. Ele aproveitou o momento para comunicar o aniversário do “grande e valoroso” senador Tasso Jereissati (PSDB-CE).

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