Mangabeira diz que suspeita contra ele na Satiagraha é 'ridícula'

Delegado registrou indícios de que o ministro, que trabalhou para Dantas, tenha participado de estratégias

ALEXANDRE RODRIGUES, Agencia Estado

21 de novembro de 2008 | 18h43

O ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, classificou de "ridículas" as suspeitas levantadas sobre ele pelo delegado federal Protógenes Queiroz durante a investigação contra o sócio-fundador do Grupo Opportunity, Daniel Dantas, que culminou na  Operação Satiagraha. O delegado registrou indícios de que o ministro, que trabalhou para Dantas, tenha participado da concepção de estratégias dele, intermediado contatos dele com meios de comunicação e favorecido o banqueiro em seus negócios na Amazônia.   Veja também: As fases da Operação Satiagraha: o que mudou e o que fica igual Gravação mostra clima tenso entre delegados da Satiagraha Polícia Federal pretende pedir prisão de Dantas novamente Juiz De Sanctis recusa promoção e fica no caso Dantas As prisões de Daniel Dantas  Os alvos da Operação Satiagraha  "(Isso é) totalmente ridículo. Eu nunca procurei políticos ou jornalistas no período em que prestei serviços profissionais para a Brasil Telecom, nem antes desse período nem depois", disse Mangabeira, depois de dar uma palestra no Rio. Ele afirmou que o último contato que teve com Dantas foi em 2007, quando foi nomeado ministro pelo presidente Lula, num telefonema "de poucos segundos". Segundo o ministro, a conversa durou o tempo suficiente para Dantas parabenizá-lo e ele agradecer. "No nosso País, todo mundo diz o que quer e não acontece nada", queixou-se, irritado. Antes de se tornar ministro, Mangabeira prestou consultoria jurídica para a Brasil Telecom nos Estados Unidos, quando a empresa era controlada por Dantas. Ele também atuou como uma espécie de procurador da telefônica. Dantas é acusado de corrupção e crimes financeiros.

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