Mangabeira defende ''representação ampla''

O ministro de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, afirma que sua missão na área da política externa é cuidar da estratégia de defesa tanto do ponto de vista das relações bilaterais quanto do ponto de vista interno. Por isso é que tem viajado para vários países. "É preciso uma representação mais ampla nos organismos internacionais de defesa, principalmente por parte dos países emergentes."Ao mesmo tempo, ele tem feito estudos sobre a agricultura familiar dos países em desenvolvimento. Considera que a Índia e a China têm e terão problemas de produção de alimentos porque, ao contrário do Brasil, nunca construíram uma agricultura familiar forte. "No México, a agricultura familiar foi destroçada por causa do acordo do Nafta."Como no Brasil o setor é forte, ele acha que esse tipo de agricultura é estratégica para o desenvolvimento do País. "Temos de trabalhar para transformá-la numa vibrante classe média." Por causa dessas características em relação aos outros países, Mangabeira trabalha para fazer do Brasil o líder da produção de alimentos no mundo. "O Brasil não deve se satisfazer apenas com as parcerias das pesquisas no setor agrícola e de pecuária, o que já lhe dá um grande destaque no mundo. Deve liderar."Como coordena também o Plano Amazônia Sustentável (PAS), Mangabeira quer manter contatos com os países amazônicos que fazem fronteira com o Brasil. Independentemente do Itamaraty, pretende tratar da segurança na fronteira, do regime de propriedade intelectual dos produtos amazônicos e dos biocombustíveis. Em dezembro, o ministro encontrou-se com o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe. "Eles não conseguiram fechar um acordo comercial com os EUA. É a nossa vez."Procurado, Marco Aurélio Garcia não quis falar sobre sua atuação no campo diplomático.

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