Adriano Machado/Reuters
Adriano Machado/Reuters

Mandetta deve assumir cargo no DEM

Intenção é aproveitar capital político do ex-ministro para que ele se mantenha como uma voz nacional do combate ao novo coronavírus

Julia Lindner, O Estado de S.Paulo

16 de abril de 2020 | 21h53

BRASÍLIA - Demitido do Ministério da Saúde, Luiz Henrique Mandetta deve assumir cargo de conselheiro do DEM, partido ao qual é filiado. A iniciativa foi costurada pelo presidente da legenda, ACM Neto, com o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), e tem a intenção de aproveitar o capital político de Mandetta para que ele se mantenha como uma voz nacional do combate ao novo coronavírus.

Segundo integrantes do DEM, com a nova função Mandetta poderá ajudar a formular políticas para a saúde pública de Estados e municípios. Além disso, aliados do ex-ministro consideram que ele pode fazer frente ao discurso do presidente Jair Bolsonaro contra medidas de isolamento social.

Antes de ser demitido, chegou a ser ventilada a possibilidade de Mandetta assumir o comando de alguma secretaria estadual de Saúde, em São Paulo ou em Goiás. Pessoas próximas ao ex-ministro acreditam, no entanto que, ao  assumir cargo no conselho do DEM, ele continuará a ter visibilidade em todo o Brasil, e não em apenas de forma localizada.

Antigo aliado de Bolsonaro, Caiado rompeu com o presidente Bolsonaro justamente por divergências sobre a política de enfrentamento à covid-19. Em 2018, após a eleição, Caiado foi responsável pela indicação de Mandetta e se manteve próximo do correligionário durante a crise.

No último final de semana, antes de o ex-ministro da Saúde conceder entrevista ao Fantástico, da Rede Globo, vista como estopim da crise entre Mandetta e Bolsonaro, o então ministro esteve com Caiado. Não passou despercebido o fato de a entrevista ter sido gravada no Palácio das Esmeraldas, sede do governo de Goiás.

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