EFE/Sebastião Moreira
EFE/Sebastião Moreira

Mandado de prisão diz que Queiroz foi detido por atrapalhar investigação

Documento cita embaraço a apuração sobre organização criminosa que envolveria o senador Flávio Bolsonaro; pena para delito é de até 8 anos

Marcelo Godoy, O Estado de S.Paulo

18 de junho de 2020 | 17h47

A Justiça acolheu o argumento do Ministério Público de que o ex-assessor parlamentar Fabrício Queiroz estava embaraçando a apuração sobre organização criminosa que envolveria o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ). A obstrução desse tipo de investigação é também um crime, definido na lei das organizações criminosas. A pena para esse delito é de três a oito anos de prisão.

O mandado de prisão especifica ainda outra acusação contra Queiroz: lavagem de dinheiro, cuja pena é de 3 a 10 anos de prisão para cada conduta de lavagem.

Queiroz foi preso preventivamente na manhã desta quinta, 18, em Atibaia, em São Paulo, em um imóvel que pertence ao advogado Frederick Wassef, que defende Flavio Bolsonaro da acusação de rachadinha e mantém relações próximas com o presidente Jair Bolsonaro.

Por fim, o mandado de prisão fundamenta a prisão com base no artigo 312 do Código Penal, que diz que a prisão preventiva pode ser "decretada como garantia da ordem pública, da ordem econômica, por conveniência da instrução criminal ou para assegurar a aplicação da lei penal, quando houver prova da existência do crime e indício suficiente de autoria e de perigo gerado pelo estado de liberdade do imputado". O documento não dá detalhes, no entanto, de o que o acusado fez.

 

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