Maluf visita Campinas e critica falta de segurança

O ex-prefeito Paulo Maluf, pré-candidato ao governo de São Paulo pelo PPB, aproveitou hoje o clima de comoção em Campinas, no interior de São Paulo, com a morte do prefeito Antônio da Costa Santos (PT), para condenar a falta de segurança e cobrar repressão à criminalidade. ?Trata-se de uma visita de condolências pelo passamento do prefeito, morto em condições inexplicáveis?, disse Maluf.Ele passou o dia na cidade e deu entrevistas às emissoras de televisão, rádio e aos jornais locais, visitou a seção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e falou para uma platéia de empresários reunidos na Associação Comercial e Industrial (ACIC). Maluf rebateu a posição da atual prefeita Isalene Tiene (PT), que na terça-feira, acusou a concentração de renda no Brasil e o abismo social pela disseminação da violência. ?Quando a gente vê que o braço de um bandido é armado para tirar a vida de um pai de família, não justifica culpar apenas o problema social pela violência?, disse. ?Esta é a opinião da prefeita?.?Mas quando eu fui governador o quadro era diferente. Combatíamos o crime e ninguém pode dizer que não respeitávamos os direitos humanos.? De acordo com ele, não houve oportunismo em sua visita. ?Meu discurso é o discurso da defesa da vida?, disse.O pré-candidato insistiu que sua ida a Campinas já estava agendada há várias semanas. ?O próprio Toninho (como era conhecido Costa Santos) iria me receber e não há nada estranho nisso, porque eu não faço discriminação partidária?, garantiu.Maluf disse que, mesmo com o assassinato do prefeito, ele decidiu manter a programação. ?Não quis vir ao velório e ao sepultamento, porque poderia parecer exibicionismo de minha parte?, justificou. No mesmo tom de campanha, Maluf afirmou que, ?caso volte a ser governador?, implantará um programa de ?combate frontal? à criminalidade. ?Primeiro, aumentaremos o policiamento ostensivo em todas as cidades do Estado. No meu tempo, a Rota (Rondas Ostensivas Tobais de Aguiar) eram temidas não por serem violentas, mas porque não temiam ir para o confronto?, disse. ?Hoje a polícia está amarrada e tem medo de agir.? Maluf insistiu também em sua tese de abrir colônias penais agrícolas por todo o Estado. ?Preso tem que trabalhar?, disse.Ele afirmou que as inúmeras denúncias de corrupção feitas contra ele nos últimos meses ?não atrapalham e nem atrapalharão? uma eventual campanha sua ao governo do Estado. ?Tenho a consciência tranqüila?, disse. Ele acusou o Ministério Público e ?partidos políticos? de orquestrarem uma campanha contra ele. ?Notem que isso começou a partir do momento que o meu nome apareceu em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto?, argumentou.Nas últimas eleições que concorreu para o governo do Estado, Maluf teve 196 mil votos na região de Campinas. Nesta sexta-feira, ele segue em campanha visitando Jaguariúna, depois Mogi-Mirim, Mogi-Guaçu e São Bernardo do Campo. ?Não confirmo e nem desminto que sou candidato ao governo do Estado?, disse.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.