Maluf se recusa a comentar precatórios

O ex-prefeito de São Paulo, Paulo Maluf (PPB), insiste repetidamente, em seu depoimento, que a CPI da Dívida Municipal "bate na tecla de matéria já exaustivamente julgada" quando o acusa de ter desviado para obras recursos obtidos com a emissão de Letras Financeiras do Tesouro Municipal (LFTM). Maluf garante que todos os recursos vindos das emissões de LFTM foram utilizados no pagamento de precatórios. "O restante dos recursos foi mantido em posição negociada no Fundo de Liquidez do Município, administrado pelo Banco do Brasil e pelo Banespa", afirmou ele.Ele se negou a comentar trechos do relatório final da CPI dos Precatórios, feita pelo Senado Federal, que apontam desvios de recursos. Maluf apresentou pareceres do Banco Central, do Ministério da Fazenda e do próprio Senado, emitidos depois das conclusões da CPI, que afirmam a legalidade das operações com as letras em seu governo.Os vereadores da CPI da Dívida afirmam que R$ 607 milhões de recursos obtidos com as letras foram utilizados para outros fins. Maluf garante que não, e afirma que uma prospeção contábil no Fundo de Liquidez revelaria que a sua informação é correta.

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