Maluf responsabiliza marqueteiros com ataques a Serra

O candidato à Prefeitura de São Paulo, Paulo Maluf (PP, responsabilizou os publicitários de sua campanha pelas críticas ao candidato José Serra (PSDB) veiculadas na publicidade eleitoral gratuita. A propaganda de Maluf exibiu o depoimento do deficiente físico Alexandre Arêas, que teria trabalhado para a campanha presidencial tucana em 2002, mas não teria recebido os 300 reais prometidos. "Quem faz a minha campanha são os marqueteiros. Quem disse que a campanha do Serra estava devendo o dinheiro foi o Alexandre Arêas, que eu nem conheço, mas ele disse e gravou; então, o que se tem de fazer não é descaracterizar o coitado, é pagar a dívida", afirmou o candidato do PP a prefeito de São Paulo. Maluf falou sobre o incidente de campanha em que Serra e militantes petistas entraram em conflito ontem na zona sul. "Quero dizer que sou contra oconfronto. Eu acho que o Serra, a Marta e eu devemos ter todo o direito de andar nas ruas. Cada vez que eu encontro alguém com uma bandeira do Serra e da Marta, eu chamo, dou a mão jogo um beijo, porque, na democracia, todos escolhem o candidato que quiser, cada um é livre, mas a boa educação tem de existir. Acho que o confronto não ajuda a democracia. O PT errou; eu acho que nas ruas nós temos todos de ter liberdade de fazer campanha", declarou.Mesmo com a postura "paz e amor", confirmou que o tom de denúncias da publicidade eleitoral continuará. Ele recusa-se a dizer se foi ou não procurado pelos adversários para oferecer apoios. "Eu vou estar no segundo turno", repete, exaustivamente. Maluf participou hoje de um café da manhã numa pizzaria dos Jardins, na zona sul da capital paulista, e mostrou os dotes de músico ao piano. Segundo o candidato do PP a prefeito de São Paulo, o Chopin que tocou era o "Opus 28", chamado "Prelúdio dos Acordes". Depois, Maluf fez uma palestra na Associação Viva o Centro e carreata na zona leste.

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