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Maluf procurou advogado quando foi detido em Paris

Embora tenha dito que depôs por livre e espontânea vontade na polícia francesa, o ex-prefeito Paulo Maluf teria contactado seus advogados especializados no sistema bancário europeu durante o período em que esteve detido no Serviço Central para a Repressão Financeira, em Nanterre, subúrbio de Paris. A informação é de funcionários do escritório de advocacia contratado por Maluf em Genebra, na Suíça, que revelaram estar "cientes do que estava ocorrendo" com ele. Maluf seria cliente do advogado Jacques Wittmer. Ele sempre se recusou a reconhecer que o ex-prefeito é assessorado por seu escritório, mesmo durante os meses em que a Justiça brasileira fez uma ofensiva para conseguir das autoridades suíças informações sobre eventuais contas em nome de Maluf em Genebra. Hoje, porém, funcionários do escritório deram claras indicações de que o brasileiro faz parte da sua lista de clientes. Sem saber que falava com um jornalista, um funcionário do escritório fez questão de esclarecer que Wittmer já estava "tratando do caso". Ele informou, porém que o advogado não estava em Genebra hoje. Wittmer é sócio de um dos maiores escritórios na Suíça, o Schellenberg Wittmer, conhecido por ser o principal especialista em temas que envolvam crimes financeiros. O escritório também dá conselhos a clientes estrangeiros sobre bancos na Suíça e em outros paraísos fiscais. No total, tem 80 advogados e especialistas de Estados Unidos, França e Alemanha. Em Genebra, Wittmer tem ainda outra fama: a de ter defendido ditadores nigerianos quando as autoridades suíças decidiram, nos anos 90, bloquear suas contas, sob acusação de corrupção. Antes do escândalo tornar-se público, Wittmer teria aconselhado os nigerianos a desviarem suas contas para as Ilhas Jersey. Segundo o ex-procurador geral de Genebra Bernard Bertossa, esse também teria sido o trajeto do dinheiro de Maluf que, teria deixado o Citibank de Genebra em direção à ilha no Canal da Mancha em 1997.

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