Maluf pede direito de resposta, mas não obtém

Fora de uma eleição municipal pela primeira vez em 12 anos, o ex-prefeito Paulo Maluf (PP) pediu direito de resposta três vezes contra propagandas do PSTU que o classificaram como "um símbolo da corrupção". Seus advogados qualificaram os comentários como "inverídicos e injuriosos", mas as representações foram extintas, pois a Justiça Eleitoral só pode ser acionada por participantes da disputa.

BRUNO BOGHOSSIAN, Agência Estado

27 de setembro de 2012 | 09h21

Maluf articulou o apoio do PP à candidatura de Fernando Haddad (PT), mas os pedidos de direito de resposta foram feitos apenas em seu nome. Ele queria que o PSTU cedesse três espaços de um minuto em sua propaganda para que pudesse se defender.

Em programas eleitorais veiculados em agosto, a candidata à Prefeitura Ana Luiza (PSTU) e um candidato a vereador do partido citaram suspeitas de corrupção para desqualificar as alianças por Haddad e por José Serra (PSDB).

"Kassab é repudiado pela população e acusado de corrupção. Ele apoia o Serra, que é o candidato do PSDB, da direita e das privatizações. Por outro lado, o PT coligou com Maluf que é um símbolo da corrupção. Isso é uma vergonha", dizia uma das peças.

Para os advogados de Maluf, os comentários "atingem sua honra subjetiva e objetiva já que é pessoa pública de notória e larga experiência política".

O ex-prefeito diz que foi prejudicado pois "não há qualquer condenação na esfera cível ou criminal" contra ele. Maluf nunca foi condenado definitivamente, mas chegou a ficar 40 dias detido, em 2005, sob acusação de lavagem de dinheiro. Em 2010, foi incluído em uma lista de procurados da Interpol e pode ser preso se viajar ao exterior.

Maluf alegou que a punição ao PSTU era necessária para evitar a "maculação" do processo eleitoral. Seu pedido não foi apreciado, pois o juiz o considerou "pessoa alheia" à disputa.

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