Maluf nega favorecimento a Marta com críticas a Serra

O candidato do PP à Prefeitura de São Paulo, Paulo Maluf, voltou a negar que esteja fazendo ataques ao candidato José Serra (PSDB), para responder a avaliações de analistas políticos de que as críticas estariam na verdade favorecendo mais a candidata e prefeita Marta Suplicy (PT) do que a ele próprio. Em sondagens sobre um eventual segundo turno sem Maluf, os seus eleitores, por causa dos ataques, mostraram a tendência de transferir seu voto à prefeita.Maluf argumenta que em seu horário eleitoral foram mostrados apenas fatos. A questão envolvendo Serra na venda de uma casa por R$ 1 há 20 anos "é uma escritura pública, um documento". E a dívida não paga de R$ 300 com deficiente físico que trabalhou em sua campanha em 2002 foi denunciada pela imprensa, não por ele. "O Serra é quem deve explicar os fatos e não nós por que os apresentamos. Ele tem de dizer se é verdade ou não. Mas ele não explica. Então os fatos são verdadeiros", disse Maluf na manhã deste domingo, em campanha de rua na zona Leste de São Paulo.Maluf vem poupando a prefeita Marta Suplicy e há poucos dias reforçou sua artilharia contra o candidato do PSDB, José Serra. Sobre a escolha do tucano e não de Marta como alvo das críticas, uma vez que os dois estão praticamente empatados nas pesquisas de intenção de voto, Maluf foi evasivo, dizendo que há 20 anos critica o PT porque "ideologicamente são diferentes" e acrescentou que não quer ser usado pelo Serra como "língua de aluguel". "O Serra acha que a minha profissão é atacar o PT. Mas minha profissão é ser, se Deus quiser, homem público e prefeito. Eu não sou língua de aluguel do Serra. Ele está muito enganado", disse.Mesmo possuindo apenas 12% das intenções de voto, segundo pesquisa Datafolha, e faltando apenas uma semana para a eleição, Maluf evitou revelar qual candidato apoiaria no segundo turno caso a disputa ficasse entre Marta e Serra. "Não trabalho com esta hipótese. Trabalho com a hipótese de ir para o segundo turno."

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