Maluf não se manifesta judicialmente sobre ação

O ex-prefeito Paulo Maluf não deverá manifestar-se judicialmente sobre a ação do Ministério da Justiça que pediu a cooperação judicial dos governos da Suíça e Reino Unido para que seja feita a imobilização de bens e valores que supostamente estariam depositados em nome de Maluf e seus familiares em instituições financeiras nas Ilhas Jersey e Genebra. A informação foi dada pelo advogado cível, Ricardo Tosto, que atua em conjunto com outros advogados na defesa do ex-prefeito. Para Tosto a medida adotada pelo Ministro da Justiça, José Gregori, é apenas uma resposta a um pedido judicial. "Nesse caso não vamos recorrer porque foi uma ordem judicial do juiz (Fernando Moreira Gonçalves) e o ministro a está cumprindo ", explicou Tosto. Gonçalves, que é o juiz da 8ª Vara Criminal de São Paulo, fez o pedido de colaboração ao Ministério da Justiça na semana passada. Ele preside ação penal contra o ex-prefeito, que é acusado de envolvimento em emissão fraudulenta de títulos públicos para pagamento de precatórios (dívidas de sentenças judiciais). O juiz decretou a quebra de sigilo bancário em todo o território nacional de Maluf, sua mulher Sylvia e os quatro filhos do casal (Flávio, Otávio, Lina e Lígia) além da nora, Jacquelline. Os advogados do ex-prefeito recorreram da decisão.

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