Maluf insiste ter aplicado 30% em educação

O ex-prefeito Paulo Maluf (PPB) utilizou argumentos técnicos e contábeis para insistir, repetidamente, durante seu depoimento, iniciado na manhã de hoje, na CPI da Educação, na Câmara Municipal, que aplicou os 30% do orçamento determinados por lei "e até mais" no setor de Educação, durante os anos de 95 e 96 de seu governo na Prefeitura de São Paulo. A CPI questiona o parcelamento e a rolagem da dívida de R$ 280 milhões, que deveriam ter sido aplicados pela Secretaria da Educação do governo Maluf durante os anos de 95 e 96. Para a CPI, a dívida seria o indicativo claro de que o governo Maluf deixou de aplicar na Educação os 30% do orçamento municipal determinados pela Lei Orgânica do Município. Maluf argumentou que grande volume de investimentos feitos durante seu governo em Educação veio de orçamentos de outras secretarias. Ele citou, textualmente, 16 mil computadores comprados para escolas municipais com orçamento da Secretaria de Administração; a merenda escolar, fornecida pela Secretaria de Abastecimento; e o Programa Leve Leite, bancados pela Secretaria da Saúde. "Só estes gastos superam os 30% do orçamento municipal", quantificou Maluf. Para ele, a rolagem da dívida de R$ 280 milhões da Secretaria de Educação foi apenas um exercício fiscal, exigido para o fechamento das contas da prefeitura.Depois de afirmar que procuraria "ser conciso" em seu pronunciamento inicial, Maluf ocupou a primeira hora da sessão lendo um documento de 17 páginas, com exposições e pareceres jurídicos que sustentariam seus argumentos.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.