Maluf é recebido pelo ministro das Cidades

No dia seguinte à condenação pelo Tribunal de Justiça pelo superfaturamento do Túnel Ayrton Senna, o deputado Paulo Maluf (PP-SP) foi recebido pelo ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, seu correligionário, participou de sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara e chegou a conversar ao pé de ouvido com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), durante audiência deste no Congresso. Destacando que a decisão do TJ-SP não impede sua candidatura, Maluf disse ao Grupo Estado que deve tentar se reeleger em 2014.

EDUARDO BRESCIANI, Agência Estado

05 de novembro de 2013 | 21h57

"Se meu partido assim desejar eu estarei na disputa em 2014", afirmou. "Vou para a Câmara novamente. Estarei com 83 anos no ano que vem, deixa o Executivo para os mais jovens", complementou.

Condenado a pagar multa de R$ 42,2 milhões e a perda dos direitos políticos por cinco anos, ele observou que o recurso suspenderá a pena. Ressaltou ainda que como não há no acórdão a afirmação de que houve dolo ou enriquecimento ilícito ele não entrará na Lei da Ficha Limpa.

Irônico, afirmou que a decisão do TJ-SP tem como fator positivo lembrar seus feitos. "Fiquei até feliz porque os mais jovens não lembraram que o Túnel Ayrton Senna foi o Maluf que fez", disse. Afirmou ainda que as obras feitas por ele tinham mais qualidade do que as feitas por outros administradores. "Nenhum viaduto caiu, nenhum piscinão vazou, nenhum metrô ruiu. Foram todas obras da melhor qualidade".

Maluf não deixou, porém, de criticar os acusadores. "A condenação é um verdadeiro absurdo. Com todo o respeito ao Ministério Público, ele não tem condição de dizer se a obra tinha de ter uma coluna a mais ou a menos, tenho certeza que essa condenação cairá", disse.

Questionado sobre qual candidato apoiará para o governo em 2014, Maluf disse que construirá a aliança com o ministro das Cidades e o presidente do PP, Ciro Nogueira, e que o partido pode apoiar a reeleição de Alckmin, a candidatura do ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), ou a do presidente da Fiesp, Paulo Skaf (PMDB).

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