Maluf diz que se for convidado subirá em palanque de Haddad

Candidato petista desconversou quando questionado se levará o deputado Paulo Maluf à sua campanha

Guilherme Waltenberg,

18 Junho 2012 | 14h51

São Paulo, 18 - Ao lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do presidente nacional do PT, Rui Falcão, e do pré-candidato da sigla à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, o deputado federal Paulo Maluf anunciou a adesão do seu partido, PP, à candidatura petista. Maluf afirmou que, caso seja convidado, irá subir no palanque do petista.

Questionado se levará Paulo Maluf à sua campanha, Haddad desconversou. "Vamos observar com o tempo." Em seguida, Rui Falcão comentou a um petista presente: "(Vamos observar) com o João Santana", afirmou o dirigente em referência ao marqueteiro de Haddad.

Ao falar sobre as divergências políticas entre o PP e o PT, Maluf afirmou que a aliança visa "um pacto político não ideológico" para a melhora da cidade. "Política é como futebol, quem é palmeirense não gosta do Corinthians e quem é corintiano não gosta do Palmeiras. Pode alguém não gostar de mim, mas Paulo Maluf, como ex-governador e ex-prefeito, conhece como ninguém os problemas de São Paulo", disse.

Apesar de reconhecer as diferenças históricas e ideológicas entre os dois partidos, Maluf afirmou categoricamente que seu eleitor também votará em Haddad. "Meu eleitor é inteligente e sabe quem melhorou os problemas da cidade e quem tem condições, através de parceria com o governo federal, de resolver os problemas atuais".

Em tom conciliador, Maluf elogiou a administração das ex-prefeitas petistas Luiza Erundina e Marta Suplicy. "Não temos de olhar pelo retrovisor e sim pelo para-brisa, olhando para frente", disse. Ele desconversou quando perguntado sobre as recentes declarações da ex-prefeita e atual vice na chapa de Haddad, deputada Luiza Erundina (PSB-SP), de que a presença dele na campanha seria desconfortável.

Haddad afirmou que apesar das divergências históricas com Maluf, a atual aliança "é natural" na política. "Estivemos em campos opostos no passado, mas é possível buscar a convergência. É o que estamos fazendo aqui", justificou.

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