Maluf diz que estará no segundo turno

Candidato do PP à prefeitura prega campanha sem ?baixarias?

Moacir Assunção, O Estadao de S.Paulo

24 de setembro de 2008 | 00h00

O candidato do PP à Prefeitura de São Paulo, Paulo Maluf, criticou ontem durante visita ao bairro da Lapa, na zona oeste, as agressões entre os seus adversários do PT, Marta Suplicy, do PSDB, Geraldo Alckmin, e do DEM, Gilberto Kassab, nos seus respectivos programas de TV."A campanha deve ser propositiva e não de ataques. Condeno a agressão entre os candidatos", disse. O ex-governador afirmou, por outro lado, que em nenhum momento os rivais compararam suas realizações com as dele."Marta, Alckmin e Kassab têm medo de fazer comparações com a minha trajetória. A razão é que, com muito menos dinheiro, fiz mais que todos eles juntos. Somando todos eles, suas realizações e obras não chegaram à metade das que fiz", afirmou.Apesar de ter sido o primeiro a usar, fora do contexto original, a expressão "relaxa e goza" - dita pela candidata do PT à época em que era ministra do Turismo, durante o caos aéreo -, Maluf disse ser avesso a "baixarias de campanha". A Justiça Eleitoral o obrigou a retirar o material do ar.SEGUNDO TURNOO candidato do PP também fez questão de demonstrar confiança ao afirmar que estará no segundo turno, contrariando os prognósticos dos institutos de pesquisa, que o colocam na quarta posição. "Se Deus quiser, estarei no segundo turno. Cansei de ver eleições praticamente ganhas que perdi na última hora e outras perdidas que ganhei", comentou Maluf.Ainda ontem, o político promoveu uma carreata na região do Parque do Carmo, em Itaquera, na zona leste, sempre acompanhado por um grande número de candidatos a vereador. Maluf também compareceu à missa de sétimo dia de Maria Cecília de Alcântara Machado, descendente do escritor Alcântara Machado.Anteontem, no Dia Mundial sem Carro, o candidato fez questão de participar de uma carreata em Santo Amaro, na zona sul.Defensor incondicional dos automóveis, Maluf - autor da frase "congestionamento é sinal de progresso" - tem defendido que o uso dos veículos deveria ser estimulado na cidade, em vez de reprimido."O automóvel é um instrumento de trabalho. Os prefeitos precisam ter a coragem de fazer as obras necessárias para que as cidades andem, sem ficar em congestionamentos de 80 quilômetros", afirmou.Hoje, o candidato tem prevista na sua agenda de campanha uma carreata na Cidade Ademar, zona sul, e no bairro de Pirituba, na zona norte.

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