Maluf desmente sua própria Assessoria, mas mantém ataque ao PSDB

O candidato do PP à prefeitura de São Paulo, Paulo Maluf, desmentiu hoje a informação divulgada ontem por sua Assessoria de que iria pedir a impugnação da candidatura do adversário José Serra (PSDB) por suas contas no pleito de 2002 não terem sido aprovadas. Ele afirmou que a informação não tinha procedência e que Serra deve ser impugnado na eleição, não por meio dele, e sim pelo povo porque não tem experiência para administrar São Paulo.O ex-prefeito acrescentou que não pretende falar mal dos outros nem atacar ninguém nesta campanha porque ´não precisa disso´. Mas quando respondeu à pergunta sobre de quem é a responsabilidade pela situação caótica em que se encontra a cidade de São Paulo hoje, ele atacou a política monetária do PSDB, "do qual Serra participou como ministro do Planejamento e da Saúde". "Não estou fazendo crítica a ele. Estou contando um fato", argumentou. Maluf não culpou a atual prefeita Marta Suplicy, dizendo que os ´juros pornográficos´ dos oito anos de governo do PSDB é que causaram esta situação, pois inviabilizaram os orçamentos tanto do governo do Estado como da prefeitura de São Paulo. O candidato não quis comentar a coligação anunciada há poucos dias entre o PMDB e o PSB para a disputa municipal. Com a aliança, a candidata Luiza Erundina (PSB), que terá Michel Temer como vice, ganhará mais tempo no programa eleitoral na TV. Maluf disse que ele e seu vice, Antonio Salim Curiati Junior, que traz com ele a história do pai, têm a vantagem de serem muito conhecidos. "Temos menos tempo na TV. Mas isto não tem importância. Vamos para o segundo turno e vamos ganhar as eleições", disse.

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