Maluf desconhecia "corrente da felicidade"

O ex-prefeito Paulo Maluf (PPB) negou, durante depoimento que já dura mais de cinco horas, na CPI da Dívida Pública, na Câmara Municipal de São Paulo, que tivesse qualquer conhecimento das chamadas "cadeias da felicidade", como são chamadas as operações, supostamente lesivas ao erário, feitas com as Letras Financeiras do Tesouro Municipal (LFTM) durante a sua gestão e autorizadas diretamente por seu então secretário de finanças, Celso Pitta (PPB). "Não posso saber de tudo o que ocorreu em todas as minhas secretarias", disse Maluf. "Mas sou favorável que se investigue caso haja o menor indicio de irregularidade." A presidente da CPI, vereadora Anna Martins (PCdoB), citou uma operação ocorrida em 1995. A prefeitura teria vendido R$ 70 milhões em letras para o Banco Vetor, que no final do dia repassaria o mesmo lote por R$ 72 milhões ao Banco Bradesco. "Em um só dia a prefeitura perdeu R$ 2 milhões", afirmou a vereadora. João Antonio (PT) lembrou operação semelhante da "corrente da alegria" ocorrida também em 1995, na qual a prefeitura vendeu R$ 50 milhões em letras no início do dia para recomprar o mesmo lote no final da tarde por R$ 53 milhões. Maluf afirmou que nunca teve conhecimento dessas operações e reportou-se a relatórios do Banco Central, do Ministério da Fazenda e do Senado Federal para afirmar que "todas as investigações feitas por esses órgãos com as letras emitidas durante o meu governo, não constataram irregularidade".

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