Maluf defende empréstimo de US$ 122 mi

O ex-prefeito Paulo Maluf (PPB) defendeu, durante depoimento que ainda presta a CPI da Dívida Municipal, o empréstimo de US$ 122 milhões (em valores atualizados, segundo a CPI) que sua administração contraiu junto ao Instituto de Previdência Municipal (Iprem), em 1996. Este empréstimo, de acordo com o relator da CPI Milton Leite (PMDB), engordou em R$ 466 milhões a dívida do Município. "Se hoje a prefeitura realmente deve R$ 466 milhões ao Iprem, está é a prova de que realizei um ato de relevância aos servidores públicos paulistas ao contrair o empréstimo?, defendeu-se ele. Maluf argumentou que o Iprem tinha dinheiro disponível para aplicar no mercado, e que a prefeitura decidiu tomá-lo, "porque nada melhor que este dinheiro ficasse no município". "A prefeitura é uma entidade mais segura do que qualquer entidade privada. Nunca vai falir", disse ele. Para Maluf, o fato do empréstimo constituir hoje uma dívida de R$ 466 milhões da prefeitura "é a prova de que realizei um bom negócio com o dinheiro do funcionalismo". O ex-prefeito garantiu que durante sua gestão, os serviços do empréstimo com o Iprem foram pagos regularmente. "Mas não posso responder pelas administrações que me sucederam".

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