Maluf acusa MP de estar a serviço de Alckmin

O ex-prefeito Paulo Maluf (PPB) divulgou nota, hoje, acusando promotores do Ministério Público Estadual (MPE) de utilizarem "perseguição política" contra ele, para favorecer indiretamente o governador do Estado Geraldo Alckmin (PSDB). "Os promotores (...) recebem seus salários do erário público e não deveriam ser usados para perseguições políticas contra quem ameaça politicamente o chefe deles", diz a nota. De acordo com Maluf, os promotores respondem ao Procurador Geral da Justiça "que, por sua vez, presta contas ao governador do Estado".Maluf ataca os promotores por causa da representação apresentada pelo Ministério Público à Justiça, ontem, pedindo o bloqueio do suposto dinheiro do ex-prefeito e de familiares dele na Suíça e no paraíso fiscal da Ilha de Jersey. "Nem os personagens de Kafka, em seu livro ´O Processo´, usariam os argumentos contidos na representação do promotor", diz a nota de Maluf.E argumenta: "O texto da procuração de Sílvio Marques admite, para começar, que não há provas de que Paulo Maluf ou alguém de sua família tenha dinheiro em bancos do exterior. Logo, não há como provar o crime de que acusa o ex-prefeito. A partir daí, no entanto, o promotor faz suposições, nunca provadas também, de que houve improbidade administrativa na gestão de Maluf na Prefeitura de São Paulo e então, propõe, que por causa disso, dessas suspeitas nunca provadas e que são mentirosas, sejam bloqueados os bens do ex-prefeito e familiares no exterior".

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