Maluf acusa Ministério Público de bisbilhotagem

O presidente nacional do PPB e pré-candidato do partido a governador de São Paulo, Paulo Salim Maluf, acusou hoje o Ministério Público paulista de cometer crimes na investigação sobre a possível existência de US$ 200 milhões dele e de seus familiares no paraíso fiscal de Jersey. Em visita a Araçatuba, Maluf afirmou, sem citar nomes, que os promotores de Justiça estão "confundindo investigação com bisbilhotice".Segundo Maluf, informações que os promotores obtiveram a partir da quebra de seu sigilo telefônico e que eram para ser mantidas sob segredo de justiça teriam sido passadas para a imprensa. "Eu tenho o maior respeito pelo Ministério Público, mas não posso dizer o mesmo de promotores que estou processando", disse o pré-candidato, acrescentando que esses promotores "querem transformar o Ministério Público em um partido político". Maluf negou mais uma vez que possua dinheiro no exterior e desafiou os promotores a apresentarem provas. "Eles não apresentam provas, só acusações", afirmou. E sugeriu: "Em vez de me perseguirem, investiguem a bandalheira dos pedágios". Para o pré-candidato, a concessão de rodovias paulistas à iniciativa privada só beneficiou as empresas. "O governo tucano exagerou na dose com a farra dos pedágios", acusou. Maluf iniciou por Araçatuba uma visita de dois dias às principais cidades da região. Sua estratégia é visitar prefeituras e órgãos de imprensa. Numa rádio de Araçatuba, ele protagonizou um ligeiro bate-boca com um repórter que o entrevistava ao vivo e questionou a seriedade de sua promessa de acabar com os pedágios. Maluf insinuou que o entrevistador estaria fazendo a defesa dos pedágios e por isso era "otário". O repórter devolveu: "Não sou otário e nem demagogo".

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