Malta quer explicações da líder do PT no Senado

O líder do PL no Senado, Magno Malta (ES), disse hoje que ficou "chocado" com a afirmação da líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (PT-SC), de que ele se recusou a suspender o requerimento de criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Bingos, de sua autoria, porque queria "algo em troca". Malta disse que vai colocar à disposição da Casa Civil e da Presidência todos os cargos cujos ocupantes constem como sendo de sua indicação. "Achei que seria atacado pelos criminosos e não por setores do PT", afirmou. "Tenho dignidade, não sou um homem de barganhas". O líder anunciou que, na terça-feira, vai cobrar, da tribuna, explicações da líder. Ele acredita que, no mesmo dia, receberá a solidariedade do ex-líder, senador Tião Viana (PT-AC), a exemplo do que fez hoje, em telefonema de solidariedade. Também da tribuna, o líder do PSDB, Arthur Virgílio (PSDB-AM), disse que Magno Malta está sendo vítima da "paranóia ditatorial do governo, que execra a quem discorda de suas propostas". "Com eles, só o lado deles", criticou. Magno Malta acredita ter indicado apenas um diretor da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa), embora o cargo pertença ao Ministério dos Transportes, comandado por seu partido.

Agencia Estado,

05 de março de 2004 | 18h25

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