Malária na Amazônia teve redução de 50%

O número de casos de malária na Amazônia Legal teve uma redução média de 50% nos últimos dois anos, segundo dados divulgados pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa). A diminuição foi resultado de um programa específico para o combate à epidemia, iniciado em 2000.O projeto foi desencadeado em resposta a uma explosão da doença, registrada nos anos de 1998 e 1999. Na época, calculava-se que, se nada fosse feito, haveria atualmente 1,5 milhão de pessoas infectadas.Para evitar um novo crescimento da epidemia, a Funasa anunciou a criação de um programa permanente da doença, que deve começar a partir do próximo ano. "Qualquer relaxamento no trabalho de prevenção provocará um aumento do número de casos, como ocorreu em 1998", avisa o coordenador nacional do Plano de Intensificação de Controle da Malária na Amazônia Legal, José Lázaro Ladislau."Não podemos erradicar a malária do País, mas é possível diminuir o número de infecções e, principalmente, de mortes da doença", afirma.O trabalho feito pelo programa baseou-se na descentralização da prevenção, diagnóstico e tratamento da doença. No período, o número de postos passou de 1.180 para 2.200."Eles foram instalados em locais estratégicos, próximos dos pontos de epidemia", afirma Ladislau. Todos sob responsabilidade dos municípios.O coordenador reconhece, porém, que a descentralização, sozinha, não é garantia de trabalho bem conduzido. Um exemplo recente é a dengue. O combate à doença é municipalizado, mas, por problemas de aplicação de recursos e de fiscalização, o índice da doença aumentou de forma significativa nos últimos dois anos. "Para evitar problemas, aumentamos a fiscalização e contamos com a colaboração do Ministério Público."

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