Malan não terá ajuda em depoimento, dizem aliados

Os líderes dos partidos governistas não vão se esforçar para poupar o ministro da Fazenda, Pedro Malan, durante seu depoimento, previsto para próxima terça-feira, à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e à Comissão de Fiscalização e Controle do Senado. Malan foi convidado a depor nas duas comissões para explicar o suposto vazamento de informações no Banco Central em janeiro de 1999, época da desvalorização do real. Na avaliação dos governistas, em especial dos tucanos, este é o momento ideal para pôr Malan na linha de frente de defesa do governo. "O Malan vai se sair bem no depoimento, mas ninguém pode ter a segurança de que ele será poupado por nenhum partido, até porque há muitas queixas", afirmou o presidente da CAE, senador Lúcio Alcântara (PSDB-CE). "É claro que o Malan tem toda a condição de se sair bem e ele vai se sair muito bem", completou o nacional presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC). "Esse história toda é muito complicada e não vai ser nada fácil esse depoimento", disse o senador Pedro Simon (PMDB-RS), que promete marcar presença na reunião das duas comissões. Além do ministro Malan, o atual presidente do Banco Central, Armínio Fraga, e a diretoria de fiscalização do Banco, Tereza Grossi, também vão depor, na mesma sessão, no Senado.O sinal verde para o depoimento de Malan no Senado foi dado pelo próprio presidente Fernando Henrique Cardoso. Para assessores do Palácio do Planalto, Malan tem condições de explicar e deixar claro que a denúncia é totalmente infundada, apesar de não ter tomado a iniciativa de ir ao Senado. Segundo matéria da revista Veja, o ex-presidente do Banco Central Francisco Lopes "vendeu" informações privilegiadas ao ex-banqueiro Salvatore Cacciola, dono do banco Marka, na véspera da desvalorização do real.

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