Malan ataca programa do PT

O ministro da Fazenda, Pedro Malan, disse na tarde desta sexta-feira que as declarações da oposição ainda não afetaram a confiança no País em âmbito internacional. Mas voltou a dizer que "se um partido disser que não vai manter compromissos externos, as conseqüências não cairão sobre eles, mas sobre essa administração", afirmou. Demonstrando sempre irritação ao referir-se ao "principal partido de oposição", Malan afirmou que "esse partido não deve se manifestar com a ambigüidade e ambivalência com que tem se manifestado até o momento, pois essas questões não são triviais", disse. Questionado por um repórter sobre por qual motivo nunca fala o nome do Partido dos Trabalhadores, Malan respondeu que "quando falo o principal partido de oposição, vocês sabem do que estou falando. Não gosto de personificações e não sou frasista. Não faço frases de efeito", disse.Malan, lembrou uma proposta feita pelo deputado Aloízio Mercadante (PT-SP) em junho do ano passado de uma ruptura do Brasil com o FMI. Malan questionou se o PT estaria disposto a romper unilateralmente o acordo, caso chegasse ao poder. Malan disse também que o deputado José Dirceu (PT-SP) protocolou como decreto legislativo uma proposta de realização de plebiscito, para saber se a sociedade deseja o rompimento do acordo. "Isso poderia querer dizer que, se houvesse um programa em vigência e se o partido chegasse ao poder, o romperia imediatamente?", indagou o ministro, lembrando que o Brasil é membro fundador do FMI, criado há 55 anos. "O ministro da Fazenda e o presidente do Banco Central desse partido (PT) recusar-se-ão a sentar-se à mesa de negociação (com o FMI). Espero que fique mais clara ao longo das próximas semanas essa posição."Malan disse também acreditar que seja errado o pensamento de que os efeitos de uma nova administração eleita no fim do ano que vem só poderão ser sentidos em janeiro de 2003. "Infelizmente o mundo não é assim. As consequências vêm antes."

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