Malan ataca Lula durante audiência

Em debate com os deputados Ricardo Berzoine (PT-SP) e Aloízio Mercadante (PT-SP), durante audiência pública que está sendo realizada hoje na Câmara dos Deputados para esclarecer o acordo com o FMI, o ministro da Fazenda, Pedro Malan, voltou a afirmar que não será candidato à Presidência e aproveitou a ocasião para contestar algumas declarações recentes do pré candidato do PT, Luis Inácio Lula da Silva. Malan reproduziu trechos de uma entrevista concedida por Lula ao jornal Correio Braziliense, no mês passado, onde o ministro é comparado pelo líder petista ao Tio Patinhas, "que nada nas moedas do Tesouro Nacional". Disse que não se sentiu atingido pessoalmente por essa comparação, mas afirmou estar preocupado com o que está por trás dela. O ministro reproduziu trechos da gravação da entrevista, não publicadps pelo jornal, onde Lula o teria acusado de liberar dinheiro para obras de amigos em vésperas de eleição. "Esse tipo de observação não deveria ser feito por um político que há doze anos disputa a Presidência da República", disse Malan, acrescentando estar preocupado com a visão que o líder petista tem sobre sua participação como ministro da Fazenda no processo orçamentário.Citou também outro trecho da entrevista no qual Lula critica "arrogância" do pré-candidato do PPS, Ciro Gomes, dizendo que ele tem "a idéia de que pode resolver tudo sozinho". Observando que não concorda com a crítica de Lula a Ciro, Malan registrou a contradição do líder petista, considerando que ele também foi arrogante ao fazer as seguintes afirmações na mesma entrevista: "Eu conserto o país", "Não posso perder a eleição" e "Não posso errar". "Pode perder sim e vai errar, porque todo mundo erra", disse o ministro da Fazenda. O tema arrogância surgiu no debate porque Mercadante iniciou seu questionamento criticando a arrogância do ministro no debate com os deputados. Malan rebateu a crítica dizendo que as pessoas que o conhecem e que trabalham com ele sabem que ele não é arrogante e que o deputado petista desperta nele, Malan, a mesma impressão de arrogância.

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