Malan aceita pedido de demissão de assessor

O assessor parlamentar do ministro da Fazenda, Pedro Malan, pediu demissão na última sexta-feira, depois que teve divulgado seu envolvimento com o lobista Alexandre Santos, dono da APS Consultores & Associados. Segundo a assessoria de imprensa do Ministério da Fazenda, Hugo Braga admitiu que era amigo de Alexandre Santos e pediu demissão, prontamente aceita pelo ministro, por entender que a divulgação da sua ligação com o dono da APS poderia levar a algum tipo de constrangimento. O assessor de Malan fez questão de frisar que o fato do ministro ter aceito o pedido de demissão de Hugo Braga não significa que o assessor parlamentar do Ministério da Fazenda tenha perdido a confiança do ministro. Muito pelo contário, assinalou. O funcionário aposentado do Banco Central é muito considerado no Ministério. "A ligação dele com Alexandre Santos é pessoal", ressaltou o assessor de Malan, acrescentando que o lobista nunca pediu qualquer favor a Braga que envolvesse o Ministério da Fazenda.A assessoria de imprensa de Malan também fez questão de esclarecer que não é verdadeira a informação, veiculada pela revista Época, de que a APS era quem pagava o salário do motorista particular de Hugo Braga. "O salário do motorista sai do bolso do Braga e o carro que ele dirige é o cargo particular do Hugo", explicou o assessor. Segundo ele, a confusão em torno do assunto é porque o motorista particular de Braga é funcionário da APS. "O cara é empregado da APS e não quis perder o vínculo empregatício enquanto prestava serviço ao Hugo", disse a fonte. A assessoria de imprensa do Ministério da Fazenda contou que Hugo Braga aproveitou para pedir demissão quando já contava com um atestado médico para fazer uma cirurgia no início de novembro. No Ministério da Fazenda Hugo Braga tinha um cargo de confiança (DAS 5). A exoneração a pedido do ex-assessor deve sair no Diário Oficial até amanhã. Antes da revista Época sair com a matéria sobre a vinculação de Hugo Braga com Alexandre Santos, a notícia já tinha saído, sem muito destaque, no início da semana, numa coluna num jornal de Brasília.

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