Hélvio Romero/Estadão
Hélvio Romero/Estadão

Major Olímpio diz que uso do carro aberto é "contraindicado" para Bolsonaro no dia da posse

Apesar dos alertas de aliados e da área de inteligência do governo, o presidente eleito ainda não tomou uma decisão a respeito do carro a ser utilizado na posse

Vera Rosa e Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo

30 de outubro de 2018 | 20h59

BRASÍLIA - A equipe do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), avalia a conveniência do uso de carro aberto na cerimônia de posse, marcada para 1.º de janeiro de 2019. O veículo tradicionalmente utilizado no percurso pela Esplanada dos Ministérios é um Rolls Royce que o Brasil recebeu de presente do governo britânico, em 1953.

A decisão ainda não foi tomada, embora Bolsonaro esteja inclinado a cumprir o ritual e a desfilar em carro aberto. Desde que levou uma facada ao participar de um ato de campanha em Juiz de Fora (MG), no dia 6 de setembro, o capitão reformado do Exército tem sido aconselhado por aliados a se expor menos. Além disso, a área de inteligência do governo detectou, recentemente, que Bolsonaro continua sob ameaça. Até agora, porém, ele ainda não está convencido sobre como deve proceder no dia da posse.

“Eu acredito que, para alguém que sofreu um atentado, o uso de carro aberto é tecnicamente contraindicado”, disse o senador eleito Major Olímpio (PSL-SP), presidente do PSL paulista e integrante do núcleo político de Bolsonaro. “É claro que o Rolls Royce é tradicional, mas muitas vezes, ao se analisar o grau de risco, é preciso pesar os prós e os contras."

Ao discorrer sobre “ciclos de segurança”, Major Olímpio afirmou que há tempos os Estados Unidos recorrem a “sósias” dos presidentes. “Existem até concursos de sósias”, comentou. “É o grau de risco e a necessidade que devem definir determinadas situações”, emendou ele.

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