DIda Sampaio/Estadão
DIda Sampaio/Estadão

Major Olímpio critica criação de UDN e diz que Bolsonaro não migraria de sigla

Senador e presidente do PSL paulista diz que a legenda está buscando união

Paula Reverbel, O Estado de S. Paulo

17 de fevereiro de 2019 | 23h12

O senador Major Olímpio, presidente do PSL paulista, afirmou neste domingo, 17, que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) não tomaria a decisão trocar de partido e que quem diz isso procura desestabilizar as coisas em sua legenda atual.

O Estado revelou que os filhos do mandatário negociam migrar para a reedição da antiga UDN (União Democrática Nacional), que está em fase final de criação. Eduardo Bolsonaro encabeça os esforços, visando preservar o capital eleitoral do clã diante do desgaste do PSL, sob suspeita de desviar verba pública por meio de candidaturas “laranjas”.

“Eu acho um despropósito total que deve ser por quem esteja preocupado e querendo desestabilizar as coisas do PSL”, afirmou o senador. “Também duvido que o presidente iria entrar numa loucura dessas porque o PSL ficou do tamanho que tem por causa dele. E não seria ele a dar causa de destruir isso que foi a imagem dele e o nome dele que construiu”, argumentou.

Confrontado com a informação de que a iniciativa de mudar do clã de sigla seria dos filhos do presidente, Olímpio respondeu: “Tudo bem, mas não do presidente”.

O senador criticou a iniciativa de criar mais um partido político, argumentando que o País já possui mais de 30 legendas com registro e mais de 70 ainda em processo de formação.

“Terceiro que o PSL está precisando de união. A UDN está absolutamente dispensada. Estamos buscando nesse momento só união. Quem pregar o contrário está pregando desunião”, concluiu.

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