Major do caso Carajás se entrega; coronel recebe ordem de prisão

O coronel Mário Colares Pantoja e o major José Maria Oliveira, que tiveram suas prisões decretadas pelo Tribunal de Justiça do Pará na última sexta-feira, após terem perdido o recurso contra a condenação pelo tribunal do júri por envolvimento na morte de 19 sem-terra em Eldorado dos Carajás, estão presos e deverão cumprir a pena em regime fechado. Oliveira está no quartel da Polícia Militar, onde se apresentou com seu advogado, Jânio Siqueira. Ele está recolhido numa ala do Comando de Missões Especiais. No local não há grades. O major pode transitar pelos corredores e tem um aparelho de televisão no quarto.O coronel Mário Pantoja, ainda hospitalizado por ter passado mal ao saber de sua condenação a 228 anos, recebeu voz de prisão no leito do hospital e será transferido para o mesmo quartel onde se encontra Oliveira assim que tiver alta médica. Pantoja está sendo vigiado por policiais militares. Siqueira explicou que o desembargador Rômulo Nunes, que foi o relator do recurso dos oficiais e votou pela manutenção das condenações, concordou que Oliveira fique provisoriamente no quartel da PM. A permanência do major no quartel ficará a critério do comandante geral, coronel João Paulo Vieira. Até sexta-feira, segundo anunciou o advogado, ele ingressa com um pedido de habeas-corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ) em favor do major. Após a publicação do acórdão sobre o julgamento de sexta-feira, Siqueira pretende também ingressar com um recurso especial com medida cautelar para que seja decretado o efeito suspensivo da decisão do julgamento. O mesmo caminho será tomado pelos advogados do coronel Pantoja.

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