Mais uma vez, Rodrigues evita polêmica com presidente do Incra

A permanência do presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Rolf Hackbart, "é uma questão que interessa somente ao presidente da República e ao ministro da área (Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto)", afirmou nesta quarta-feira o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, que fará palestra no 24º Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex), em São Paulo.Rodrigues evitou, mais uma vez, polemizar com Hackbart, que culpou agricultores mineiros pela morte de cinco trabalhadores sem-terra ocorrida no sábado em Felisburgo, região do Vale do Jequitinhonha. A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) classificou as declarações do presidente do Incra como "irresponsáveis". "Isso é mais questão de semântica e de conceito a ser redefinido. O agronegócio é o maior setor do País, respondendo por 34% do PIB, gera 37% dos empregos do País, é responsável por 42% das nossas exportações, sendo setor que carrega o superávit brasileiro no comércio internacional", disse o ministro.Para o Rodrigues, "todo mundo" pertence ao agronegócio: pesquisadores científicos, fornecedores de insumos, produtores, armazenadores, indústria, embalagem, distribuição, comércio interno ou internacional e ,inclusive, os sem-terra. "Desde que eles tenham uma vinculação formal com a atividade produtiva, seja em busca de uma ação profissional, ou em função de alguma articulação com cooperativas ou associações ligadas à atividade produtiva rural".

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