Mais uma vez, Renan nega espionagem contra adversários

Presidente do Senado enfrentará discursos no plenário discursos pedindo sua saída nesta terça-feira

Ana Paula Scinocca, do Estadão,

09 Outubro 2007 | 16h12

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), chegou ao Congresso nesta terça-feira, 9, visivelmente abatido e negou estar espionando os outros senadores. "Nada disso que falaram faz parte da minha formação como homem público. Jamais autorizaria ou permitiria que alguém fizesse isso (montagem de dossiês) com nenhum outro senador", afirmou.   Veja também:   Senadores articulam nova ofensiva para saída de Renan  Em nota, Renan nega espionagem contra senadores da oposição Cronologia do caso  Entenda os processos contra Renan  Assessor de Renan nega esquema espionagem contra senadores Suposta espionagem contra senadores reduz apoio a Renan   Renan repetiu mais uma vez que é ele quem tem tido a sua vida e a de sua família "devassada" à luz do dia. O jornal Estado de S. Paulo publicou nesta terça reportagem informando que o senador montou uma operação para produzir nos últimos meses um raio X dos gastos oficiais de todos os senadores.   Nesta tarde, PSDB e DEM vão entrar com uma quinta representação contra Renan para que se apure a suposta espionagem que o senador tem feito contra os seus adversários.   Cerco fechado   O senador Jefferson Péres ocupou a tribuna do Senado nesta terça para mais uma vez pedir a saída de Renan da presidência da Casa. Péres foi direto ao ponto e resumiu seu pedido em uma única frase: "Renan não tem mais condições de presidir o Senado Federal", e deixou a tribuna. A expectativa é que vários senadores - da base e da oposição - façam discursos contra Renan na tarde desta terça.   Também nesta terça, os líderes de cinco partidos decidiram obstruir totalmente os trabalhos do Senado se o Conselho de Ética não apresentar, até 2 de novembro, uma solução para todos os processos de quebra de decoro parlamentar contra Renan.   Depois do discurso que o senador Demóstenes Torres (DEM-GO)fará ainda nesta terça em plenário, o PSDB e o DEM entregarão nova representação na mesa do Senado contra Renan. Desta vez, o senador é acusado de usar o cargo para intimidar adversários políticos e, para tanto, teria montado um esquema de espionagem contra os senadores Demóstenes e Marconi Perillo (PSDB).   O prazo de 2 de novembro foi fechado em reunião que teve a participação de líderes do PSDB, DEM, PSB, PT, PDT e PMDB. "A condição de Renan presidir o Senado hoje é nenhuma", afirmou o líder do DEM, José Agripino. "Ele não tem condições nenhuma de presidir o Senado", repetiu Senador Renato Casagrande (PSB-ES). Os senadores concluíram, no encontro, que a permanência de Renan é insustentável.   (Com Cida Fontes, do Estadão)

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