Mais um atentado contra sem-terra; agora em MS

Cinco empregados da Fazenda Santo Antonio foram presos hoje acusados de participar do atentado contra o acampamento Nova Conquista, onde vivem 140 famílias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), em Nova Alvorada do Sul, em Mato Grosso do Sul. Mais de 100 tiros de escopetas e revólveres calibre 38 foram disparados na noite de ontem contra o acampamento. No sábado, cinco sem-terra foram executados por um grupo armado que invadiu o acampamento ?Terra Prometida?, em Felisburgo, em Minas Gerais.Foram presos hoje Antonio Oliveira Alves, 50 anos; José Edson dos Santos, 44 anos; Marcos Martins Pinto, 29; João Aparecido Ponciano, 33, e Antonio Celso Honório Júnior, 25 anos, todos contratados no interior paulista, nas cidades de Pirapozinho e Tarabai. No momento do ataque as famílias estavam reunidas em um outro assentamento, discutindo novas estratégias de protestos contra a morosidade na reforma agrária. No dia 14 de abril, ocorreu o mesmo tipo de violência, partindo dos jagunços da fazenda, entretanto, os acusados, que chegaram a ser presos, foram liberados. Segundo garantiu o líder do acampamento, Paulo Cesar de Lima Assis, o administrador da fazenda Santo Antonio, situada a 180 quilômetros do centro de Nova Alvorada do Sul, José Edson dos Santos, comandou o ataque, que chegou a destruir barracos e atingir móveis. "Se todos estivessem dentro dos barracos, muita gente estaria morta hoje", afirmou.A Polícia Militar esteve no local procurando vestígios do atentado e conseguiu encontrar 18 balas intactas, calibre 38 e nove deflagradas. Também foram localizados 47 cartuchos de calibre 12 intactos, e um deflagrado. O material foi apreendido e será encaminhado à Justiça. Foi encontrada com os acusados de envolvimento no tiroteio, uma pequena quantidade de maconha. Segundo o delegado encarregado pelo caso, os cinco presos poderão ser indiciados por porte ilegal de armas, posse de entorpecentes e formação de quadrilha, além de ameaça.

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