Mais pessoas terão proteção do governo contra violência

A lista de pessoas que poderão receber proteção policial foi ampliada hoje pelo governo federal de 30 para 165 nomes. Moradoras de Estados considerados prioritários - Mato Grosso, Pará, Rondônia e Amazonas -, todas terão suas condições de risco avaliadas e, a partir daí, duas estratégias poderão ser definidas: a escolta policial ou afastamento temporário da cidade.

LÍGIA FORMENTI, Agência Estado

01 de junho de 2011 | 20h01

"A força-tarefa irá analisar caso a caso. Será um trabalho grande, mas a expectativa é de que ele seja feito o mais rapidamente possível", afirmou o secretário nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, Ramaís de Castro Silveira. O secretário admitiu, no entanto, que a proteção é apenas uma etapa do trabalho. "São necessárias mudanças estruturais. Um trabalho de inteligência, para identificar os mandantes das ameaças, auxílio da Justiça, para que as ações caminhem rapidamente e ações sociais".

Todas as ações terão de ser feitas com a participação e anuência dos governos locais. A expectativa é de que a reunião para definir as estratégias com governadores seja realizada ainda esta semana. Hoje, integrantes do grupo interministerial discutiram o teor do encontro. Além da oferta de envio da Força Nacional - destacada tanto para ações de repressão quanto de investigação - e do programa de proteção para pessoas ameaçadas, poderão acertadas outras estratégias.

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