Mais ministérios, a receita de Lula contra a paralisia

Em seu pior momento desde a crise deflagrada pelo caso Waldomiro Diniz, o governo já planeja uma nova reforma ministerial para tirar a administração da paralisia e retomar o funcionamento da máquina. O ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, nunca esteve tão enfraquecido e sua permanência no governo é assunto freqüente até entre seus colegas no Palácio do Planalto. Ontem, em mais um dia nervoso, Dirceu negou várias vezes que tivesse posto novamente o cargo à disposição. Ministros e parlamentares chegaram a telefonar para a Casa Civil para confirmar o boato."O que eu posso fazer, se falam isso?", dizia Dirceu a quem entrava em seu gabinete e perguntava sobre o assunto. "Eu não posso fazer nada."Na tentativa de tirar o governo do imobilismo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve criar o Ministério da Administração. Trata-se de um antigo plano: desde a transição, em 2002, fala-se no desmembramento do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Com a crise, a idéia ganhou força. Um dos nomes citados para a pasta é o de Miriam Belchior, braço direito de Dirceu, que ocupa a Subchefia de Monitoramento e Avaliação da Casa Civil.Lula também sonha em criar o Ministério do Desenvolvimento para dar um chacoalhão no governo. Na prática, trata-se da separação do Desenvolvimento da Indústria e Comércio Exterior, atualmente comandado por Luiz Fernando Furlan, mas nada será feito sem aval de Furlan. Para dar agilidade à máquina, o Planalto ainda vai criar a Câmara de Política de Desenvolvimento.

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