Mais dois parlamentares serão notificados pela CPI

O vice-presidente da CPI dos Sanguessugas, deputado Raul Jungmann (PPS-PE) disse, nesta quinta-feira, 3, que pelo menos mais dois deputados deverão ser notificados pela CPI dos Sanguessugas, mas evitou dar os nomes dos novos parlamentares acusados de envolvimento no esquema de compra ilegal de ambulâncias com verbas do Orçamento da União. Jungmann avaliou que ficou agravada a situação dos senadores já citados nas investigações, depois de ouvir parte do depoimento de Luiz Antonio Vendoin, na sede da Polícia. O empresário é um dos donos da Planam, empresa apontada como a operadora da máfia dos sanguessugas. O deputado informou ainda que integrantes da CPI já discutem a quebra de sigilo bancário de auxiliares e parlamentares.Jungmann defendeu a idéia de que, mesmo com o recesso, a subcomissão encarregada de investigar o envolvimento do Executivo - principalmente os Ministérios da Saúde e Ciência e Tecnologia - continue trabalhando por conta da importância das informações de Vedoin em seu depoimento.Segundo Jungmann, no caso da Saúde, há uma imensa comprovação do que Luiz Antonio Vedoin relatou em seus depoimentos à Justiça. Vedoin, conforme o deputado, deu várias "informações concernentes" aos dois ministérios.Na avaliação de Jungmann, a possibilidade de parlamentares que receberam dinheiro em espécie não serem responsabilizados pelo relatório da CPI está segundo reduzida a cada dia. "Está caindo definitivamente a possibilidade de escape dos parlamentares que receberam dinheiro em espécie", afirmou. Segundo ele, Vedoin relaciona testemunhas que presenciaram entrega de dinheiro vivo. "Tem um caso por exemplo que ele citou três ou quatro testemunhas. É uma conquista".Jungmann disse também que é necessário aprofundar as investigações sobre o Banco do Nordeste do Brasil. Conforme seu relato, no depoimento Vedoin mencionou a existência de uma suposta proposta de superfaturamento em uma obra que seria financiada com recursos do Banco. A obra, informou o deputado, consistia na construção da Vedobus, uma fábrica de carroceria que seria instalada no município de Dias D´Ávila, na Bahia. Pela proposta, a obra o orçamento da obra pulou de R$ 16 milhões para R$ 18 milhões. Em depoimento anterior à Justiça Federal, Vendoin disse que a negociação desta obra ficou inconclusa porque a contrapartida de recursos próprias foi elevada demais.

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