Mais de 70% das dúvidas sobre boicote partiram de médicos

Foi divulgado ontem o primeiro balanço das ligações para os números de telefone criados especificamente para tirar dúvidas sobre o boicote dos médicos em São Paulo. Entre os dias 30 e 6, foram recebidas 1.030 chamadas. O número é três vezes maior do que o divulgado em outra pesquisa na semana passada. O tira-dúvidas de São Paulo revelou que 70% das ligações vieram dos médicos. Por meio do 0800-887-7700, que recebe reclamações de consumidores de todo o País sobre reajustes dos planos, foram apenas 329 telefonemas. A maioria dos médicos ligou com medo da possibilidade de descredenciamento das seguradoras. O receio foi também o principal argumento usado pelos médicos que ainda não aderiram ao movimento, de acordo com pesquisa anunciada na sexta-feira pelo Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp). "Isso de fato acontece e a orientação é que os médicos gravem as ameaças para que possamos investigar os casos", diz Clóvis Constantino, presidente do Conselho Regional de Medicina de São Paulo (CRM-SP). Dos 30% dos telefonemas vindos de pacientes na cidade, a dúvida que mais surgiu foi em relação a reembolso de consultas. ClassificaçãoAs centrais telefônicas foram criadas pela Comissão Estadual de Implantação da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM), no dia 30, primeiro dia do boicote dos médicos a sete seguradoras em São Paulo - SulAmérica, Porto Seguro, Notre Dame, Unibanco, AGF, Bradesco e Marítima. As entidades envolvidas são: CRM-SP, Associação Paulista de Medicina (APM) e Simesp. O objetivo do grupo é esclarecer qualquer dúvida tanto de médicos quanto de pacientes em relação ao movimento da classe. Os cinco números, que funcionam de segunda a sexta-feira, das 9 às 21 horas, são: (0xx11) 3647-3587, 3259-5899, 3259-5576, 3259-5065 e 3259-5906.

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