Arte/Estadão
Arte/Estadão

Mais de 3 milhões visitam placares do impeachment do ‘Estado’ na internet

Levantamentos acompanharam o posicionamento de deputados e senadores na primeira fase de análise do processo contra Dilma Rousseff

O Estado de S.Paulo

15 de maio de 2016 | 05h00

Os placares do impeachment na Câmara dos Deputados e no Senado, publicados diariamente pelo Estado durante a primeira fase da análise do processo de afastamento da presidente Dilma Rousseff no Congresso, receberam 3,3 milhões de visitantes únicos na internet e na versão digital.

Os dois levantamentos registraram cerca de 9,5 milhões de visualizações, com um tempo médio de permanência na página de mais de 8 minutos. Os números são da Adobe Analytics.

Pelos placares, os visitantes conseguiram acompanhar o posicionamento dos 513 deputados e dos 81 senadores em relação ao processo de impeachment, que ainda terá um julgamento final no Senado.

Todos os parlamentares foram procurados pela equipe de reportagem do Estado e, questionados, tiveram quatro opções de resposta: a favor do impeachment, contra, indeciso ou não quer responder. Foram consultados ainda gabinetes e contas verificadas em redes sociais.

Os levantamentos também ficaram abertos para os deputados e os senadores que quisessem tornar público seu posicionamento ou alterá-lo. Cada voto foi checado com o próprio parlamentar antes de ser incluído nos placares.

Plataformas. A iniciativa jornalística movimentou profissionais de diferentes áreas do Grupo Estado em várias plataformas, digitais e impressas. “O maior desafio é acompanhar as movimentações do Congresso. Mantivemos e manteremos um esforço de reportagem permanente em busca do mais preciso painel sobre como os parlamentares estão se posicionando em relação ao impeachment”, afirma o editor de Política do Estado, Alberto Bombig.

O site do Placar do Impeachment na Câmara dos Deputados entrou no ar em 5 de abril. A comparação entre os dados do placar e os da votação de 17 de abril no plenário da Casa mostra que a taxa de acerto no levantamento do Estado foi de 99%.

Dos 350 deputados que haviam se declarado favoráveis ao impeachment da presidente, todos, de fato, votaram pela abertura do processo contra a presidente. Dos 133 que se apresentaram como contrários ao impeachment, 129 confirmaram essa posição ao votar.

A Câmara aprovou o prosseguimento do processo de impeachment por 367 votos favoráveis e 137 contrários.

“O maior desafio da equipe foi criar um código simples, que pudesse ser imediatamente atualizado pelos repórteres e facilmente adaptado para a versão impressa do jornal. Após alguns ajustes ao longo do processo, acredito que conseguimos desenvolver uma das ferramentas mais colaborativas que nossa redação já utilizou”, afirma o editor executivo de arte do Grupo Estado, Fabio Sales.

No caso do placar no Senado, dos parlamentares que haviam declarado o voto, todos confirmaram o posicionamento na sessão no plenário, ou seja, 100% de acerto. O levantamento no Senado entrou no ar em 13 de abril. A Casa votou pela admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff no dia 12 de maio.

Vídeos. Dos 81 senadores, 78 estiveram presentes na votação em plenário, dos quais 55 votaram a favor e 22, contra. No Placar do Senado, além dos posicionamentos dos parlamentares, foram incluídos vídeos em que os senadores justificavam seu voto.

Os placares foram uma iniciativa inédita do Estado, e as atualizações eram veiculadas em tempo real na programação da Rádio Estadão. Os dois levantamentos foram usados por mais de 30 jornais e sites noticiosos brasileiros parceiros do Estadão Conteúdo e também em Portugal. Em Brasília, os placares viraram referência entre os políticos.

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