Mais de 2 mil vão às ruas em protesto no Mato Grosso do Sul

Sem-terra, índios, estudantes e representantes de famílias carentes de Mato Grosso do Sul, realizaram nesta sexta-feira, 13, em Campo Grande uma passeada com mais de 2 mil pessoas. Gritando frases de efeitos, pediam comida, educação e dignidade, percorrendo ruas, praças e avenidas da cidade, acompanhados por 100 policiais militares. A manifestação durou toda a manhã, sob protesto dos motoristas que viveram um trânsito tumultuado por congestionamentos em toda a área central. A manifestação é denominada Mobilização - Terra, Alimento, Educação e Dignidade e foi organizada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT). A passeata saiu da Praça da República, onde os primeiros a chegar foram 500 índios caiová e terena, em ônibus fretados pelos habitantes de 38 aldeias do Estado. O representante do Conselho Estadual dos Direitos Indígenas, Nito Nelson, explicou que existem 13 áreas indígenas no MS, ocupadas por brancos. No final da passeata, líderes indígenas escolheram 80 representantes que viajarão para Brasília na próxima semana, para participarem do movimento "Abril Indígena", reunindo índios de todo o País. Nelson, disse ainda que os índios estão incluídos entre as famílias pobres do Estado, que desde janeiro deste ano não recebem cestas básicas de alimentos do governo estadual. "Queremos a volta dos programas sociais, interrompidos pelo governador André Puccinelli". Sem-terraEnquanto estudantes gritavam "queremos de volta o Bolsa Escola e cursinho popular", os sem-terra lamentavam a morosidade da reforma agrária no Estado. "São no mínimo 35 mil famílias de trabalhadores rurais, aguardando assentamento da reforma agrária", comentou Paulo César de Farias, coordenador da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar.

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