Mais de 12 mil telefones são monitorados legalmente, diz CNJ

Corregedor do CNJ diz que maioria dos crimes não se refere a 'colarinho branco' e sim a crimes hediondos

da Redação

18 de novembro de 2008 | 15h23

Um balanço do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) divulgado nesta terça-feira, 18, mostra que atualmente são monitoradas 12.210 telefones legalmente.  O ministro e corregedor Gilson Dipp, que divulgou o resultado, diz que "os números são infinitamente menores" do que as 400 mil interceptações divulgadas pela CPI dos Grampos. "Desconhecemos a metodologia empregada pelas companhias telefônicas e, por isso, não podemos nos manifestar sobre a diferença entre os números", explicou o corregedor. Dipp disse em entrevista que as interceptações não são, em sua maioria, relacionadas a crimes de colarinho branco. Pelo balanço, no momento estão sendo monitorados 1.000 telefones em Goiás, Estado que possui o maior número de interceptações, seguido do Paraná, com 938 telefones monitorados e Mato Grosso do Sul, com 852.  O corregedor explicou também que os dados recebidos se referem apenas aquelas com autorização judicial e que as interceptações ilegais devem ser apurados.

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