Mais 5 mortes por falta de leitos em UTIs públicas no CE

Mais cinco pessoas morreram neste fim de semana e nesta segunda-feira na espera por vaga em leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) nos hospitais públicos de Fortaleza. Agora são 23 mortes neste mês de abril por um problema que parece não ter solução. Nem a auditoria do Ministério da Saúde deu resultado a curto prazo.Os corredores das unidades públicas estão lotados de doentes esperando vaga na UTI. Segundo números da Central de Leitos de Fortaleza, até às 18 horas desta segunda-feira, 13 pessoas estavam nessa situação. A procuradora da República no Ceará, Nilce Cunha, disse que vai cobrar responsabilidade criminal pelas 23 mortes.O secretário de Saúde do Ceará, médico Jurandir Frutuoso, se defende, afirmando que tem feito tudo para resolver o problema. "Somente hoje (segunda) inauguramos 19 novos leitos de UTIs em dois hospitais do Estado. Mas o problema é crônico e se arrasta há tempos. Não tem remédio a curto prazo."Nesta situação, cabe aos médicos decidir quem vai ocupar as vagas, quando elas surgem, e os familiares assistem a tudo aflitos. A Justiça Federal, através do juiz João Luiz Matias, há uma semana concedeu liminar obrigando o Município, o Estado e a União a transferir imediatamente os pacientes para UTIs de hospitais privados. Até agora somente sete pessoas conseguiram se beneficiar com a medida.

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