Mais 2 deputados são investigados pela CPI dos Sanguessugas

Mais dois parlamentares serão investigados pela CPI dos Sanguessugas elevando para 92 o número de acusados de participação no esquema de fraudes na compra de ambulâncias. Integrantes da comissão, que pediram para não ser identificados, apontaram os nomes dos deputados: Philemon Rodrigues (PTB-PB) e Salvador Zimbaldi (PSB-SP).O presidente da CPI, deputado Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ), informou que divulgará no próximo dia 10 o relatório preliminar das investigações sobre os parlamentares acusados de envolvimento na chamada máfia dos sanguessugas. Inicialmente, a previsão oficial era de que o relatório preliminar seria divulgado até o dia 16. Biscaia reiterou sua avaliação de que existem provas de envolvimento de cerca de 80 parlamentares no esquema, conhecido também como máfia das ambulâncias. Biscaia e integrantes da CPI estão dedicando o dia para analisar os depoimentos dados à Justiça Federal pelo empresário Darci Vedoin, um dos donos da Planam, principal empresa do esquema, e Ronildo Medeiros, outro empresário envolvido no caso. "São depoimentos importantes, que reforçam tudo o que o Luiz Antonio Vedoin falou", disse Biscaia, referindo-se ao outro dono da Planam, que já prestou durante nove dias depoimentos sobre o caso.PresenteO corregedor-geral do Senado, senador Romeu Tuma (PFL-SP), anunciou que vai abrir nesta quarta-feirainvestigações para apurar o envolvimento de três senadores já notificados pela CPI: Magno Malta (PL-ES), Ney Suassuna (PMDB-PB) e Serys Slhessarenko(PT-MT). Magno Malta subiu à tribuna do Senado para se defender das acusações de que teria recebido um automóvel de presente da máfia dos sanguessugas.P

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