Maioria dos pedidos para desbloquear contas na Suíça é rejeitada

Levantamento indica que juízes do país europeu têm autorizado a transferência de dados bancários ao Brasil em mais de 90% das queixas, além de manter os ativos bloqueados

Jamil Chade, correspondente, O Estado de S.Paulo

28 de janeiro de 2017 | 17h26

GENEBRA - Com US$ 600 milhões ainda congelados em contas no país, a Justiça da Suíça tem rejeitado a maior parte dos pedidos para desbloquear valores de investigados e para brecar o compartilhamento de informações com autoridades do Brasil. Um levantamento dos casos nos diferentes tribunais suíços indicou que os juízes do país europeu têm autorizado a transferência de dados bancários ao Brasil em mais de 90% das queixas, além de manter os ativos bloqueados.

Em cerca de dois anos, o Brasil repatriou US$ 190 milhões que estavam em contas ligadas a alvos da Operação Lava Jato. A repatriação era um dos temas que deveria ser tratado na reunião, em Berna, entre o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e o chefe do Ministério Público suíço, Michael Lauber, cancelada após a morte do ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki em 19 de janeiro.

A cooperação entre Brasil e Suíça na Lava Jato começou de forma sigilosa em novembro de 2014. Desde então, a procuradoria suíça abriu mais de 60 processos criminais e congelou mais de mil contas bancárias em 42 instituições financeiras. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.