Maioria dos líderes não quer recesso, afirma José Guimarães

Líder do governo na Câmara reitera estratégia do Planalto de apreciar o processo de impeachment o quanto antes

Carla Araújo, O Estado de S.Paulo

07 de dezembro de 2015 | 14h01

Brasília - O líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-CE), afirmou nesta segunda-feira, 7, que a opinião da maioria dos líderes é não ter recesso para que o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff possa ser apreciado. Essa é a estratégia do governo - a oposição ainda tenta empurrar a análise para evitar baixa mobilização popular durante as festas de fim de ano. "Qual o problema de trabalhar? O melhor para o País é trabalharmos agora", afirmou o petista.

Apesar do desejo do governo, Guimarães reforçou que a decisão sobre o adiamento ou não do recesso cabe do presidente do Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL). A aposta número um do governo ainda é que Renan consiga aprovar a convocação extraordinária do Congresso no recesso e segurar o pedido de deposição feito pelos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Jr. e Janaína Paschoal.

A convocação extraordinária pode ser feita pela presidente da República, por Renan, pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ou por requerimento da maioria dos integrantes de ambas as Casas para tratar de "caso de urgência ou interesse público relevante". Para tanto, o pedido tem de ser aprovado pela maioria absoluta dos deputados e dos senadores.

Segundo Guimarães, o momento exige união e recomposição da base para que o País não fique paralisado. "Nós queremos votar pautas importantes para o País", disse.

O líder do PSD, Rogério Rosso, disse, após participar da reunião, que ainda não está definido entre os líderes um consenso em torno do recesso. "Não se sabe se teremos ou não recesso. Eu sugeri um meio termo: que tenhamos recesso, mas com trabalhos iniciados na segunda semana de janeiro", afirmou. Normalmente, os parlamentares encerram os trabalhos em dezembro e retornam apenas em fevereiro.

Rosso comentou ainda o processo de indicação de parlamentares que vão compor a comissão especial que avaliará o impeachment. Segundo ele, os líderes têm mostrado que existe o padrão de buscar os mais preparados de cada partido.

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